Integrantes de torcidas organizadas suspeitos de causar desordem pública foram detidos, entre eles, 20 pessoas com menos de 18 anos de idade. Os agentes atuaram nas rondas policiais durante o clássico paraense
torcidas organizadas durante a partida do clássico paraense Remo x Paysandu, realizada no estádio Olímpico do Mangueirão neste domingo (8). Durante a ação, mais de 140 pessoas foram detidas e apresentadas na Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) da Polícia Civil, onde foram ouvidos e autuados por tumulto desportivo na modalidade de briga de torcida. Entre os envolvidos, havia 20 adolescentes que foram encaminhados à Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data). O caso segue sob investigação da Delegacia de Proteção ao Torcedor e de Grandes Eventos (DPTGE).
“Sabemos da importância de reforçar a segurança durante os jogos do campeonato paraense, em especial, quando estão jogando Remo e Paysandu, pois há ação de alguns grupos que se reúnem para causar desordem e risco à ordem pública. Com a intervenção assertiva feita pelos agentes da Polícia Militar, 144 pessoas foram detidas, entre elas 20 adolescentes. Essa é mais uma ação de segurança realizada para que possamos manter sempre a ordem e paz social durante um entretenimento tão aguardado pelos paraenses. Os responsáveis foram conduzidos a delegacias e responderão pelos atos junto a justiça”, disse o secretário de Segurança Pública do Pará, Ed-Lin Anselmo.

Intercepção e apreensões – Os agentes de segurança identificaram uma torcida organizada do Clube do Remo que teria se envolvido em confronto com a torcida adversária do Paysandu Sport Club, na Avenida Augusto Montenegro, nas imediações do Estádio Olímpico do Mangueirão. Na ação os policiais realizaram abordagem a um grupo de aproximadamente 80 pessoas, entre elas 20 adolescentes. Os agentes apreenderam ainda 29 rojões do tipo 12×1 não deflagrados, um rojão do mesmo tipo já acionados, além de uma barra de ferro.
A Polícia Militar realizou ainda mais 64 apresentações junto à Dioe da Polícia Civil, durante o jogo.
Polícia Civil

O delegado Marcos André, titular da DPTGE, explica que, com o grupo detido, foram encontrados materiais que representavam risco concreto à ordem pública. “Apreendemos 29 rojões do tipo 12×1 não deflagrados e um rojão do mesmo tipo já deflagrado. Além disso, a equipe policial também localizou uma barra de ferro e uma camisa da torcida rival rasgada e com manchas de sangue em posse do grupo”, explicou o delegado.
Ao todo, outros dois TCOs foram registrados, incluindo um por tumulto desportivo e um por desacato. Todos os envolvidos assinaram um termo de compromisso de comparecimento à Justiça quando convocados. A equipe interinstitucional atuante no clássico do futebol também contou com o Juizado Especial Criminal (JECRIM), que esteve presente no interior do estádio, atuando com magistrado, membro do Ministério Público e defensor público.
No âmbito do policiamento do jogo, a Polícia Militar também apresentou 27 adolescentes à Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA) na condição de vítimas. Um inquérito por portaria será instaurado para investigar se os donos da conveniência em que eles estavam vendeu bebida alcoólica a adolescentes.
A Delegacia de Proteção ao Torcedor e de Grandes Eventos (DPTGE), reforça a importância da atuação preventiva e integrada das forças de segurança pública, destacando o comportamento pacífico das torcidas e público geral ao longo de toda a partida, colaborando para a preservação da ordem e para o êxito da operação.
*Com informações de Jacqueline Costa, estagiária da PCPA, sob supervisão de Esther Pinheiro (Ascom PCPA)
Texto: Walena Lopes