Material estava escondido nos banheiros femininos do ferryboat “Imperador”. Os policiais encontraram, com ajuda de cão farejador, dois tabletes com 1,6 kg de drogas
O trabalho contínuo de fiscalização mantido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), resultou em mais uma apreensão de drogas no oeste paraense. Na manhã desta quarta-feira (21), agentes da Base Fluvial Candiru, no município de Óbidos, localizaram 1,6 kg de entorpecentes em uma embarcação, que havia saído de Manaus (AM), na última segunda-feira (20).
A fiscalização de rotina executada pela Base Fluvial começou às 9h, com os agentes abordando o ferryboat “Imperador”, cujo destino era o município de Alenquer, na Região de Integração Baixo Amazonas. Durante vistorias nos três andares da embarcação e no porão, os policiais localizaram, escondidos nos banheiros femininos, dois tabletes totalizando 1,6 kg de entorpecentes, sendo 700 gramas de substância semelhante à maconha, tipo skunk, e 950 g de substância análoga à cocaína. A localização do material contou com a participação do cão farejador Isis.
Golpe no crime – O material apreendido foi apresentado à autoridade responsável que integra o efetivo na Base. A apreensão é mais um golpe no crime organizado, que busca utilizar as hidrovias do Pará para escoar entorpecentes oriundos de outros estados, afirmou o titular da Segup, coronel PM Ed-Lin Anselmo de Lima.
“Mais uma vez demonstramos a força e a vigilância do nosso Estado contra o crime organizado. A recente apreensão de entorpecentes nas nossas hidrovias é mais do que uma simples estatística; é um golpe direto na logística de grupos criminosos que insistem em utilizar os rios do Pará como rota de escoamento de ilícitos vindos de outros estados”, ressaltou.
Bases fluviais – As Bases Fluviais Integradas são pilares da estratégia de segurança pública do Pará, especialmente no combate ao narcotráfico e outros crimes praticados na malha fluvial.
As bases são unidades da segurança pública instaladas em pontos estratégicos dos rios, e são geridas pelo Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), vinculado à Segup. O objetivo principal é transformar os rios — em algumas regiões do Pará considerados “ruas” — em áreas sob controle efetivo do Estado.
Texto: André Macedo